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SIMPLIFICANDO a Teoria da Comunicação

23 mar

 

Para iniciar minha busca por conteúdo bacana, quero falar um pouco sobre teoria da Comunicação.
Nós publicitários ouvimos falar sobre ela desde que nos descobrimos publicitários…
Mas o que é a tal Teoria da Comunicação?
O homem, na comunicação, utiliza-se de sinais devidamente organizados, emitindo-os às outras pessoas. A palavra falada, a palavra escrita, os desenhos, os sinais de trânsito são alguns exemplos de comunicação, em que alguém transmite uma mensagem à outra pessoa.
Há então um emissor e um receptor da mensagem.
A mensagem precisa ainda de um meio transmissor, que chamamos de canal de comunicação e refere-se a um contexto/situação.
Para entender melhor tudo isso, precisamos visualizar os elementos da comunicação:
Emissor: o que emite, que codifica a mensagem. Aquele que diz algo a alguém.
Receptor: o que recebe, decodifica a mensagem. Aquele com que o emissor se comunica.
Mensagem: o conjunto de informações transmitidas do emissor para o receptor;
Código: a combinação ou o conjunto de sinais utilizados na transmissão e recepção de uma mensagem. A comunicação só se concretizará se o receptor souber decodificar a mensagem.
Canal de Comunicação: meio pelo qual a mensagem é transmitida, ou circula. TV, rádio, jornal, revista, cordas vocais, ar, etc.
Na linguagem coloquial, ou seja, na linguagem do dia-a-dia, usamos as palavras conforme as situações que nos são apresentadas.
Por exemplo, quando alguém diz a frase “Isso é um castelo de areia”, pode estar atribuindo a ela sentido denotativo ou conotativo. Denotativamente significa “construção feita na areia da praia em forma de castelo”; conotativamente significa “ocorrência incerta, sem solidez”.
Temos, portanto, o seguinte:
Denotação: É o uso do signo em seu sentido real.
Conotação: É o uso do signo em sentido figurado, simbólico.
Para que seja cumprida a função social da linguagem no processo de comunicação, há necessidade de que as palavras tenham um significado, ou seja, que cada palavra represente um conceito. Essa combinação de conceito e palavra é chamada de signo. O signo lingüístico une um elemento concreto, material, perceptível (um som ou letras impressas) chamado significante, a um elemento inteligível (o conceito) ou imagem mental, chamado significado. Por exemplo, a “abóbora” é o significante – sozinha ela nada representa; com os olhos, o nariz e a boca, ela passa a ter o significado do Dia das Bruxas, do Halloween.
Temos, portanto, o seguinte:
Signo = significante + significado.
Significado = idéia ou conceito (inteligível)
Pensadores e pesquisadores das disciplinas de ciências humanas, como Filosofia, Sociologia, Psicologia e Linguística, têm dado contribuições em hipóteses e análises para o que se denomina “Teoria da Comunicação”, um apanhado geral de idéias que pensam a comunicação entre indivíduos – especialmente a comunicação mediada – como fenômeno social. Entre as teorias, destacam-se o funcionalismo, primeira corrente teórica, a Escola de Frankfurt (crítica à primeira e profundamente marxista) e a escola de Palo Alto (principal corrente teórica atualmente). O trabalho teórico na América Latina ganhou impulso na década de 1970 quando se passou a retrabalhar e transformar as teorias estrangeiras. Assim surgiu a Teoria das Mediações, de Jesús Martin-Barbero.
As teorias dão diferentes pesos para cada um dos componentes da comunicação. As primeiras afirmavam que tudo o que o emissor dissesse seria aceito pelo receptor (público). Daí surge a Teoría Crítica que analisa profundamente a transmissão/dominação ideológica na comunicação de massa (Adorno, Horkheimer). Depois disso se passa a criticar o modelo. O receptor, dizem os estudiosos de Palo Alto, tem consciência e só aceita o que deseja. Do ponto de vista de Barbero, o que o receptor aceita (ou melhor, compreende) varia grandemente conforme sua cultura, no sentido mais amplo da palavra.
FUNCIONALISMO:
Funcionalismo (do Latim fungere, ‘desempenhar’) é um ramo da Antropologia e das Ciências Sociais que procura explicar aspectos da sociedade em termos de funções realizadas por instituições e suas consequências para sociedade como um todo. É uma corrente sociológica associada à obra de Émile Durkheim.
Para ele cada instituição exerce uma função específica na sociedade e seu mau funcionamento significa um desregramento da própria sociedade. Sua interpretação de sociedade está diretamente relacionada ao estudo do fato social, que segundo Durkheim, apresenta características específicas: exterioridade e a coercitividade. O fato social é exterior, na medida em que existe antes do próprio indivíduo, e coercitivo, na medida em que a sociedade impõe tais postulados, sem o consentimento prévio do indivíduo
O Funcionalismo foi um movimento muito popular nas Ciências Sociais, entretanto não produziu muitos teóricos. Ainda assim o adeptos desta visão de mundo foram muito significantes para o avanço científico. Dentre eles, podemos citar Bronislaw Malinowski, Alfred Reginald Radcliffe-Brown, Émile Durkheim, Talcott Parsons, Niklas Luhmann, George Murdoch, Kinglsey Davis, Wilbert Moore, Jeffrey Alexander,G. A. Cohen, Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Louis Althusse, Nikos Poulantzas e Herbert J. Gans.
ESCOLA DE FRANKFURT
A Escola de Frankfurt é nome dado a um grupo de filósofos e cientistas sociais de tendências marxistas que se encontram no final da década de 1920. A Escola de Frankfurt se associa diretamente à chamada Teoria Crítica da Sociedade. Deve-se à Escola de Frankfurt a criação de conceitos como indústria cultural e cultura de massa.
A Escola de Frankfurt foi fundada em 1924 por iniciativa de Félix Weil, filho de um grande negociante de grãos de trigo na Argentina. O grupo emergiu no Instituto para Pesquisa Social de Frankfurt (em alemão: Institut für Sozialforschung) da Universidade de Frankfurt-am-Main na Alemanha.
Entre todos os elementos vinculados ao grupo de Frankfurt, salientam os nomes de Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Theodor Wiesengrund-Adorno e Max Horkheimer, aos quais se pode ligar o pensamento de Jürgen Habermas.
Os múltiplos interesses dos pensadores de Frankfurt e o fato de não constituírem uma escola no sentido tradicional do termo, mas uma postura de análise crítica e uma perspectiva aberta para todos os problemas da cultura do século XX, torna difícil a sistematização de seu pensamento. Pode-se, no entanto, salientar alguns de seus temas, chegando-se a compor um quadro de suas principais idéias. De Walter Benjamin, devem-se destacar reflexões sobre as técnicas físicas de reprodução da obra de arte, particularmente do cinema, e as conseqüências sociais e políticas resultantes; de Adorno, o conceito de indústria cultural e a função da obra de arte; de Horkheimer, os fundamentos epistemológicos da posição filosófica de todo o grupo de Frankfurt, tal como se encontram formulados em sua teoria crítica; de Marcuse, a esperança em novas formas de libertação da Razão e emancipação do ser humano através da arte e do prazer; finalmente, de Habermas, as idéias sobre a ciência e a técnica como ideologia.
ESCOLA DE PALO ALTO
O Instituto de Pesquisa Mental de Palo Alto (em inglês, Palo Alto Mental Research Institute) é uma organização sediada em Palo Alto, no estado da Califórnia, e que constitui hoje um dos núcleos de investigação mais prestigiados no âmbito da psicoterapia, psiquiatria e terapia familiar.
Foi fundado em 1959 por Don Jackson e colegas. O seu fundador era um apaixonado pelo saber científico e, numa perspectiva ecológica da mente, socorreu-se de conceitos cibernéticos para compreender os processos da psiquê humana, no pressuposto da similitude formal que acreditava existir no funcionamento de todos os seres vivos.
Mas qual a verdadeira a importância de tudo isso que vimos até agora?
Na percepção da realidade, o ser humano vê o real através de seu filtro interno. O seu referencial é sempre ele próprio. Ao olhar, julga e percebe.
Em plena era da comunicação, muitas empresas ainda não sabem como chegar ao público-alvo. A falha pode ter origem na ausência de um profissional capacitado para a função, o processo de comunicação vai além da troca de informações e deve caminhar lado a lado com o processo de gestão. O Gestor deve ter o olhar da pesquisa, o olhar técnico. É necessário recolher a individualidade e optar por uma postura metodológica.
A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face-a-face, ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, a fala, a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional.
O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. Cabe a nós fazer o melhor proveito das milhares de informações que estão sendo comunicadas dia a dia pelo mundo.
Bibliografia:
:: BORGES, Daniel. Teoria da Comunicação. Danny’s Home Page (jul, 2009). Disponível em: http://www.dannybia.com/danny/liter/teoria_comunicacao.htm. Acesso em: 23/03/2010.
:: HOULT, Thomas Ford. Dicionário de Sociologia Moderna. p.139. 1969.
:: MARSHALL, Gordon. Dicionário Oxford de Sociologia. p.190-191. 1994.
:: SILVA, André Tiago Cândido. Sociedade (Sociologia).
:: MERTON, Robert. Teoria Social e Estrutura Social. p.39 e 52. 1957.
:: HORKHEIMER, Max. Teoria Crítica. Trad. Hilde Cohn. São Paulo: Perspectiva, 1990.
:: ADORNO, Theodor. Dialética do Esclarecimento. Trad. Guido de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
:: MARCUSE, Herbert. Cultura e Sociedade. Vol. 1. Tradução: Wolfgang Leo Maar et alii. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
 

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